Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 18/06/2025 | FONTE: Porã News Ex universitários desaparecidos teriam atuado como pistoleiros do crime organizado

Ex universitários do curso de medicina continuam desaparecido na região de fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, onde supostamente teriam atuado como pistoleiros do crime organizado.

Os mesmos são identificados como, Oscar Ferreira Leite Neto (31), vulgo calcinha, e Mauro Andilo Ocampos Lopes (24) que estão desaparecidos há oito dias e foram vistos pela última vez almoçando na praça de alimentação de um shopping em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã (MS), Eles chegaram ao local na caminhonete de Oscar, uma Hilux branca, com placa do Paraguai.

Mauro Andilo Ocampos segundo informações e morador da cidade de Bonito, mas nos últimos anos estava vivendo em uma casa em Pedro Juan Caballero, para supostamente estudar medicina na Universidad Sudamericana, onde também supostamente estuda Oscar Ferreira, que é filho do ex-vereador de Caracol, Eyde Jesus Rodrigues Leite.

Outra informação que surgiu durante as investigações é que Mauro não frequentava as aulas de medicina há pelo menos um ano, situação que era desconhecida de seus pais, que foram a Ponta Porã para registrar o boletim de ocorrência sobre o desaparecimento.

Condenado – Mauro Andilo não possui nenhum antecedente criminal, segundo consulta feita no site do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Já Oscar Ferreira Leite Neto está condenado por porte ilegal de arma e é acusado de envolvimento em um duplo homicídio ocorrido no dia 21 de abril do ano passado, em Bela Vista, cidade a 322 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai.

Oscar foi indiciado por envolvimento no assassinato do pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira, 55, o “Betão”, e do policial civil Anderson Celin Gonçalves da Silva, 36.

Os dois foram mortos a tiros e tiveram os corpos incinerados junto com a caminhonete de Betão no lixão de Bela Vista. Os crimes ocorreram no dia 21 de abril do ano passado.

Oscarzinho foi preso no dia 1º de outubro de 2016 em Caracol. Ele estava com uma arma de uso restrito e já foi condenado a dois anos de reclusão em regime aberto por porte ilegal de arma e aguarda a conclusão do processo pelo duplo homicídio.

No dia 14 de outubro do ano passado, Oscarzinho foi ouvido pelo delegado Marcio Obara, da DEH (Delegacia Especializada em Homicídios), em Campo Grande, mas se manteve em silêncio sobre o duplo homicídio.

Na época, a advogada dele, Luciana Abou Ghattas, disse que Orcarzinho é inocente e só ficou em silêncio porque desde que passou a ser considerado suspeito vinha recebendo ameaças de morte.

Já a policia paraguaia que cuida do caso acredita que os mesmos estavam envolvidos com o crime organizado que atua na região de fronteira onde o silencio impera sobre a situação dos dois desaparecidos.

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