
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), determinou o envio de equipes da Força Nacional para instalação de base operacional em Dourados. A proposta é reforçar a segurança nas aldeias da cidade. O município abriga a maior população indígena urbanizada do País, cerca de 13 mil habitantes.
O tenente-coronel Carlos Silva, comandante da Polícia Militar em Dourados, confirmou o apoio da corporação federal. Ele detalhou ao Dourados News que não há proposta de unidade permanente, no entanto serão oferecidas as instalações da PM e Sejusp para que esses agentes desempenhem os trabalhos.
A presença da Força Nacional na cidade tem como objetivo promover o suporte nas ações ostensivas nas aldeias e atuar também nas áreas de conflito entre indígenas e produtores rurais. Desde o ano passado, propriedades na região da Perimetral Norte estão sendo ocupadas por invasores desaldeados e provocado confrontos com seguranças patrimoniais que atuam nessas áreas.

Crise foi agravada após confrontos na Perimetral Norte - Crédito: Hedio Fazan/Arquivo/Dourados News
No início deste ano novo conflito mobilizou as forças de segurança da cidade para inibir uma verdadeira guerra entre os indígenas e os agentes patrimoniais. Quatro pessoas -- três indígenas e um segurança -- ficaram feridas em troca de tiros. O clima de tensão foi apaziguado, mas a disputa pela posse da terra continua.
O comandante da PM avalia de forma positiva a intervenção do Ministério da Justiça.
“Toda força que vem para somar esforços, no sentido de atacar a criminalidade, diminuir os número que nós temos e apoiar as ações preventivas para evitar o aumento da escalada da violência, isso tudo é válido. Vamos aguardar essas equipes, que já vem com direcionamento direto de Brasília, e vamos apoiar no que for preciso. As conversações que foram efetuadas entre a Secretaria de Segurança e o Ministério da Justiça foi para que essas equipes viessem tanto para apoiar as ações preventivas quanto as violência que estão ocorrendo nessas áreas de conflito”, afirmou.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça para apurar mais detalhes dessa determinação, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.
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