
O jornalista Lourenço Veras, o Leo, morto por pistoleiros na noite de ontem (12) na fronteira, estava tenso nos últimos dias e praticamente se despediu da família, temendo ser assassinado. Foi o que contou a esposa dele ao promotor de Justiça Marco Amarilla, responsável pelas investigações sobre a execução, ocorrida em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande.
O promotor afirmou ao jornal ABC Color que conversou ontem à noite com a mulher de Leo Veras e com o sogro dele, também presente na casa quando os pistoleiros encapuzados invadiram o local para matar o jornalista.
Segundo Amarilla, embora não tenha confirmado ameaças recentes ao marido, ela disse que ele estava preocupado, tenso, e se despediu da família nos últimos dias, como se já soubesse que seria morto. “Uns dias antes estava muito tenso, nervoso, calado, praticamente se despediu da esposa, da família”, afirmou o promotor.
Marco Amarilla disse que o celular e o computador de Leo Veras foram apreendidos, para serem periciados. A intenção é descobrir as supostas ameaças e tentar identificar os autores.
Lourenço Veras era brasiguaio, como são chamadas as pessoas com dupla nacionalidade na fronteira do Brasil com o Paraguai. Ele jantava com a família por volta de 20h de ontem quando três pistoleiros encapuzados invadiram a casa no Jardim Aurora e o atingiram com vários tiros de pistola 9 milímetros e fuzil.
Os bandidos fugiram no mesmo carro que usaram para chegar ao local, um Jeep Cherokee branco. Leo chegou a ser levado para um hospital particular em Pedro Juan Caballero, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo está sendo velado em Pedro Juan Caballero e o enterro será no Cemitério Cristo Rei, em Ponta Porã.

Lourenço Veras, o Leo, morto ontem por pistoleiros na fronteira Foto: Reprodução

Foto: Reprodução/Domingo Espetacular

Foto: ABC Color
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