

O mercado de terras só deve voltar a ter liquidez no Brasil, em curto prazo, quando a compra de terras agrícolas por estrangeiros for aprovada pelo Congresso Nacional. A avaliação é de José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, que vem sendo consultada por investidores de fora do Brasil, ávidos pela compra de campos no país.
Um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) vetou a venda de terras para estrangeiros em 2010, mas, com a mudança do governo, o assunto voltou a ganhar força em Brasília. Segundo Ferraz, esses investidores estão dispostos a negociar com dinheiro vivo. “São abutres esperando a oportunidade, que pode vir com a flexibilização da lei de compra de terras. Se isso ocorresse, automaticamente eliminaria o deságio que está tendo nos preços, provocaria uma nova valorização das áreas e reativaria o mercado”, explica.
A Informa, que monitora a compra e venda de terras no Brasil, observa uma estagnação do mercado nos últimos anos. O único segmento que tem registrado alguns negócios é o chamado “mercado de vizinhança”, quando um vizinho negocia com o outro. Isso ocorre principalmente em regiões onde a estrutura fundiária está bem definida, como é o caso do Sul e Sudeste.
Já o mercado “corporativo”, que envolve grandes grupos de produção e grandes áreas, esse está parado, afirma Ferraz. “Os poucos negócios que saem são feitos por empresas que estão em uma situação difícil e são obrigadas a vender para gerar caixa. Elas fazem um preço de liquidação, que não é referência para o mercado”, diz.
O executivo afirma ainda que havia uma esperança de que 2017 pudesse ser um ano de alento à economia como um todo e de que o país voltaria a crescer um pouco, mas essa expectativa se frustrou e manteve o mercado de terras travado.
*Matéria publicada na edição de janeiro da revista Globo Rural.

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