
Operação conjunta entre o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) e a Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) resultou na apreensão de aproximadamente 10 toneladas de maconha nesta quarta-feira (04.mar), na BR-163 em Mundo Novo.
A droga, que estava sendo transportada em uma carreta com destino a Londrina, no Paraná, representa um prejuízo estimado em R$ 7 milhões ao crime organizado. A ação ocorreu após as equipes de inteligência identificarem a movimentação suspeita de três carretas que cruzavam a região de fronteira, resultando na prisão de um motorista que confessou que receberia R$ 50 mil pelo transporte do entorpecente.
O coronel Wilmar Fernandes, comandante do DOF, detalhou que a interceptação foi fruto de um trabalho de monitoramento das rotas logísticas do tráfico.
“Nós tínhamos informações de que estaria sendo transportada uma grande carga de entorpecente na BR-163, com destino ao estado do Paraná, e as nossas equipes foram a campo, realizando abordagens e fiscalizações. Pela manhã de ontem, abordamos essas três carretas em situação suspeita. Foi feita a revista no interior de uma delas e constatado que estaria transportando entorpecentes”, explicou o comandante.
“Identificamos aqui também que vários pacotes, vários tablets estão com cores distintas. Isso nos faz entender que possivelmente seria um consórcio de traficantes que estaria transportando essa droga”, afirmou o Coronel Fernandes.
Segundo ele, o montante financeiro envolvido é significativo para o mercado nacional. “Essa carga que hoje no mercado médio, preço médio do estado de São Paulo, por exemplo, que podemos consultar, é cerca de R$ 7 milhões”.
De acordo com o depoimento colhido no local, o destino final da mercadoria seria o norte paranaense. “Segundo informações do próprio motorista, essa carga estaria com destino Londrina, no estado do Paraná, e ele receberia, pelo transporte, R$ 50 mil”, ressaltou o oficial.
A apreensão consolida um balanço positivo para as forças de segurança no mês de março, reforçando o cerco contra a criminalidade transfronteiriça.
“No mês de março, terceiro mês, já temos um volume grande de apreensões de entorpecentes. O nosso objetivo é continuar as fiscalizações na fronteira, de modo a combater os tráficos de entorpecentes, o contrabando de cigarro, contrabando de agrotóxicos e descaminhos, crimes que afetam a nossa fronteira”, concluiu o Coronel.

Por Cristina Nunes e Osvaldo Duarte
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