
Claudinei Almeida da Silva, de 32 anos, conhecido como 'Corvinho', foi executado com aproximadamente seis disparos de pistola na noite desta terça-feira (16.jun). O crime ocorreu dentro da residência da vítima, localizada na Vila São Jorge, em Caarapó. A mãe da vítima presenciou toda a ação.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada por volta das 23h20 após moradores da região ouvirem o barulho dos tiros. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram Claudinei caído na sala de estar do imóvel, já morto.
A mãe da vítima, uma mulher de 55 anos, relatou aos policiais que estava em casa com o filho quando dois homens desconhecidos invadiram a residência após arrombarem a porta dos fundos. Conforme o relato dela, os criminosos entraram no local procurando especificamente pelo apelido de Claudinei, perguntando: 'Cadê o Corvinho?'.
Ao avistarem o homem sentado no sofá da sala, a dupla, armada com uma pistola e um revólver, passou a disparar diversas vezes contra a vítima. Claudinei foi atingido por seis projéteis de calibre de pistola e morreu antes da chegada do socorro.
Testemunhas informaram que os executores trajavam calças jeans escuras, blusas de frio pretas e usavam capacetes na cabeça para esconder as identidades. Logo após os disparos, eles correram para fora do imóvel e fugiram em uma motocicleta que haviam deixado estacionada na frente da residência.
A Polícia Militar isolou a área até a chegada da Perícia Técnica e da Polícia Civil. O caso foi registrado como homicídio simples.
Claudinei tinha passagem por receptação. Em 2018, ele foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por ter sido preso em julho daquele ano com uma motocicleta furtada. Além de crimes de tráfico de drogas, furto, receptação, fornecimento de substâncias proibidas a menores, injúria e diversas averiguações policiais.
Ameaçado - A motivação do homicídio ainda está sendo apurada, porém informações apurada pela reportagem indica que "Corvinho" vinha sendo ameaçado pelo Comando Vermelho, o que deve ligar as linhas investigativas a considerar a possibilidade de o crime ter ligação com disputas entre grupos criminosos que atuam na região.
Na semana passada, vídeos e mensagens atribuídos a integrantes da facção criminosa carioca (Comando Vermelho) circularam em grupos de aplicativos de conversas com ameaças a moradores da cidade ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
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