
A Justiça do Trabalho disponibilizou uma ferramenta para que advogados e demais usuários consultem se tiveram dados expostos durante uma invasão ao DEJT (Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho). O acesso indevido ao sistema foi detectado em 18 de agosto.
O incidente foi confirmado pelo CSJT (Conselho Superior da Justiça do Trabalho) e pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho). Os órgãos informaram que houve “exposição indevida de dados relacionados a usuários do sistema DEJT”, mas não detalharam quais informações foram acessadas, quantas pessoas foram atingidas nem quem realizou a invasão.
A PF (Polícia Federal) e a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) foram comunicadas para acompanhar a apuração. O acesso ao sistema foi bloqueado após a identificação do problema, e o DEJT ficou temporariamente indisponível.
A Justiça do Trabalho também criou uma página para que usuários consultem se tiveram dados vazados. A busca é gratuita e feita pelo número do CPF. Veja como:
Após a consulta, a plataforma informa se existe algum registro afetado relacionado ao CPF fornecido. Quando o documento não consta na base atingida, o sistema apresenta a mensagem: “Não identificamos registro afetado para os dados informados neste incidente”.
O DEJT é utilizado para publicar atos administrativos e judiciais do TST, do CSJT, dos tribunais regionais e da Enamat (Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho).
As matérias administrativas voltaram a ser publicadas na plataforma. As pautas de julgamento permanecem no DJEN (Diário de Justiça Eletrônico Nacional) até 11 de setembro e retornam aos cadernos do DEJT a partir de 14 de setembro.
Por Anahi Zurutuza
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