
A morte do policial civil Wescley Vasconcelos Dias, o Baiano, executado com pelo menos 30 tiros de fuzil calibre 7.62, ontem (6) em Ponta Porã, a 323 km de Campo Grande, expõe o clima de guerra instalado há anos na fronteira do Brasil com o Paraguai, mas não é um caso isolado.
Emboscado por sicários quando parava em sua casa, a poucos quarteirões da delegacia, Wescley é o segundo policial civil executado a tiros de fuzil na fronteira em menos de dois anos.
A outra vítima foi Aquiles Chiquin Júnior, 34, morto na noite de 14 de junho de 2016 quando saía de uma academia em Paranhos, cidade a 469 km de Campo Grande, outra região dominada pelo crime organizado.
Até hoje, um ano e nove meses depois, a morte continua sem solução. Na região de Paranhos os boatos revelaram na época que Aquiles foi morto por ser irmão de um traficante envolvido em uma guerra entre grupos rivais.
No dia 9 de março do ano passado, Josimar Marcos Maciel, 28, conhecido como “Brinquinho”, foi morto a tiros em Paranhos. Josimar fazia parte do “Bando do Zacarias”, um dos chefões do narcotráfico na região de Paranhos e Ypejhú cidade vizinha, que fica no lado paraguaio da fronteira.
Segundo fontes policiais, a morte do policial seria uma resposta do Bando do Zacarias pela chacina de seis pessoas da quadrilha, em outubro de 2015.
Zacarias culpou um traficante concorrente pela chacina, supostamente o irmão de Aquiles Chiquin, que apesar de não ter ligação com o crime organizado foi executado apenas por retaliação do grupo inimigo do irmão. Um filho de Zacarias morreu na chacina e o outro teve a perna amputada após ser atingido por tiros de fuzil.
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