
Foi confirmado o crime de estupro no caso da estudante de 17 anos que participava de uma festa promovida por acadêmicos, na segunda-feira (19), em Dourados. Exame pericial deu positivo o fato, conforme informações do delegado regional Lupérsio Degerone. A mãe da garota havia denunciado a possibilidade da ação, conforme mostrado pelo Dourados News.
A autoria do crime ainda não foi identificada. O caso foi em uma festa promovida por acadêmicos na avenida Indaiá.
Antes, a jovem teria participado de trote universitário na região central da cidade pedindo dinheiro em semáforos.
A adolescente foi levada para unidade hospitalar em coma alcoólico. Quando a mãe da jovem se deslocou até o hospital, a encontrou vestida com roupas masculinas e as vestimentas íntimas contavam com vestígios de sangue, mas a adolescente não soube informar o ocorrido.
De acordo com Degerone, “a adolescente não se recorda de nada sobre o crime e o fato foi identificado após a cena do evento, então ainda se busca informação de autor ou autores”.
Ele informou a reportagem que colegas da jovem serão ouvidos, bem como organizadores da festa e outras testemunhas possíveis. Câmeras de locais próximos a festa também serão usadas para esclarecimentos.
“As investigações estão em andamento, a condução é pela DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher) com a delegada Paula Ribeiro.Material masculino foi coletado para exames, as oitivas continuam, o andamento corre normalmente”, disse, com destaque ainda ao fato de que as apurações abrangerão também o crime de fornecimento de bebidas alcoólicas para menores de idade.
De acordo com as informações relatadas pela mãe na ocorrência, a jovem iniciava curso na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) e estaria nas ações com veteranos e outros calouros.
A faculdade divulgou em nota que está a disposição das autoridades para as investigações sobre o caso.
Ainda de acordo com a universidade, a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (PROAE) acionou a Polícia Militar para ações mais efetivas contra a realização dessas ações.
Destacou ainda que “se for comprovada a participação de alunos da UFGD no caso, todas a medidas administrativas cabíveis serão tomadas, inclusive a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD)”.
Informou que disponibiliza serviço de Ouvidoria, que serve para o recebimento de informações e denúncias, assim como mantém o setor de Atendimento Psicológico para receber tanto a vítima quanto seus familiares em casos como o denunciado pela mãe da adolescente.
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