
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou reajuste médio de 9,87% nas tarifas cobradas pela Energisa, concessionária que atende a maioria das cidades de Mato Grosso do Sul. Com isso, os consumidores residenciais (baixa tensão) sentirão aumento de 10,65% nas contas de luz e as empresas, que usam a rede de alta tensão, de 7,91%.
Essa decisão seguiu a recomendação da SGT (Superintendência de Gestão Tarifária) definida por meio de nota técnica. O reajuste faz parte da revisão tarifaria da concessionária, que ocorre a cada cinco anos, segundo o contrato firmado na década de 1997.
A presidente do Concen (Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa-MS), Rosimeire Costa, ocupou a tribuna para questionar os percentuais que estão acima da inflação, principalmente a razoabilidade da elevação em R$ 15 milhões da Parcela B, que correspondem às despesas com a prestação do serviço de distribuição de energia.
Ela colocou em xeque a viabilidade desse aumento em contraponto com a qualidade do serviço prestado principalmente na zona rural. Em audiências públicas feitas para debater os percentuais pedidos pela empresa, produtores reclamaram das interrupções no fornecimento em vários períodos.
Porém, nenhum desses argumentos serviu para convencer a diretoria do órgão. Esses reajustes entram em vigor a partir do dia 8 de abril.
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