Terça-Feira, 27 de Janeiro de 2026

DATA: 05/08/2017 | FONTE: Douradosnews Acusado de espancar esposa até a morte é condenado a indenizar herdeiros

Foi condenado, a 17 anos e 6 meses de reclusão, e pagar multa de R$ 100 mil a herdeiros da vítima, o servente de pedreiro Adilson Caetano Petricioli, de 40 anos, acusado por homicídio qualificado, praticado contra a esposa Letícia Cabral de Souza, de 18 anos, relembre o fato aqui. O julgamento ocorreu na tarde desta quinta-feira (03), no Plenário do Tribunal do Júri de Dourados e foi presidido pelo Juiz César de Souza Lima, da 3ª Vara do Tribunal.

Acusado de matar a mulher foi preso e confessou o crime - Foto: Arquivo/Osvaldo Duarte

A acusação foi feita pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, representado pelo Promotor de Justiça Élcio D'Angelo, durante a sessão plenária. Já a Ação Penal, foi movida pelo Promotor de Justiça Luiz Gustavo Camacho Terçariol.

No dia do fato, Adilson Caetano Petricioli desferiu golpes com uma barra de ferro contra sua convivente Letícia Cabral de Souza, que faleceu. O motivo foi considerado torpe, pelo sentimento de posse, por a vítima sair de casa por conta própria, sem permissão do réu.

O réu ainda utilizou de recurso que dificultou a defesa, surpresa ao desferir golpes com uma barra de ferro contra a cabeça da vítima.

Nos termos do artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, o réu foi condenado ao pagamento de danos morais em R$ 100 mil aos herdeiros da falecida Letícia Cabral de Souza, corrigido pelo IGPM, desde a citação e juros de 1% ao mês após trânsito em julgado da sentença e ainda, 20% do salário mínimo, mensalmente, até a data em que a vítima atingiria 65 anos.

O Juiz Presidente considerou as circunstâncias judiciais desfavoráveis e fixou a pena base acima do mínimo legal em 18 anos de reclusão. Sem agravantes. Pela atenuante da confissão, retirou 6 meses. Fixando a pena em 17 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado.

Caso

No dia 26 de março de 2017, por volta das 22 horas, o pedreiro Adilson Caetano Petricioli desferiu, por duas vezes, golpes com uma barra de ferro atingindo a vítima Letícia Cabral de Souza, na cabeça, violência que a levou à morte.

Adilson Caetano Petricioli e Letícia Cabral de Souza conviveram como se casados fossem pelo período aproximado de 4 anos. Conforme consta nos autos, tratava-se de uma relação abusiva, nutrida por sentimento de posse e com histórico de brigas e agressões, em total desrespeito à condição de pessoa do sexo da vitimada.

O Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) e a Polícia Militar foram acionados por populares, sendo a vítima encaminhada ao "Hospital da Vida", onde, em decorrência da agressão física a que foi exposta, acabou falecendo.

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